De inicio foi perguntado aos alunos o que eles gostariam de fazer de diferente em sala, que tipo de aula, como eles queriam essas aulas, enfim algo diferente, mas que eles mesmos sugerisse. Há principio houve muita discórdia, confusão, mas ao final chegou-se a um consenso sobre o que realmente a turma queria. Não podemos tirar a autonomia do aluno no seu processo de aprendizagem, o papel mediador do professor no desenvolvimento da autonomia do aluno e o papel importante que a interação exerce para essa autonomia. Segundo os PCN, a construção de conhecimento é dada através da interação: professores - alunos e alunos-alunos. E ainda para Vygotsky (1994), a interação é também responsável pelo desenvolvimento do indivíduo. Nesse caso há uma interação constante e contínua entre os processos internos e as influências do mundo social que o indivíduo interpretará/entenderá à sua própria maneira. Desta forma, a interação na sala de aula contribuirá muito no processo de aprendizagem. O aluno autônomo é capaz de se posicionar frente a uma situação de aprendizagem, elaborar projetos pessoais como, por exemplo, buscar informações para superar uma dificuldade de aprendizagem e utilizá-las, bem como estabelecer e seguir metas, participar de projetos coletivos, terem uma postura crítica e analisar diferentes visões a fim de tomar conclusões ponderadas. O professor pode ouvir seus alunos nas decisões a serem tomadas pela classe, pois isso estimula a autonomia deles. Entretanto, é necessário que o professor decida o que será de maior benefício para seus alunos e dialogar com eles. Percebe-se que estimular a reflexão, a autonomia dos alunos e dar-lhes voz estimula a formação do aluno como sujeito pensante, reflexivo e atuante em seu processo de aprendizagem, sem, no entanto, diminuir a autonomia de atuação do professor.
Ana Paula Wanderley Mariz Primo
Micheline Ramalho de Moura
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